Miles Davis – Tutu (1986)

Um dos filhos mais famosos do Jazz recebe o status de “divino” por seu trabalho nos anos 50 (como em Kind of Blue), e nos anos 70, (como em Bitches Brew). Os anos 80 continuam a ser um período duvidoso da sua discografia. Tutu lança dúvidas sobre essa sabedoria recebida. Embora ainda seja descartado por muitos como ‘leve’ ou, pior ainda, ‘pop-fusion’, o álbum, cuja impressionante capa monocromática estilizou a beleza austera, escultural e tardia do trompetista, tinha algo que capturou a imaginação de muitos de fora do mundo do jazz. […] E não foi apenas o romance de Davis voltando à briga, como alguns dos boxeadores de quem ele se inspirou, depois de vários anos nas cordas. Se We Want Miles, de 1982, foi um toque de clarim para a ideia de que ele ainda era relevante para a música, especificamente, e para a cultura, em geral, então Tutu, de 1986, foi uma prova positiva de que ele podia tocar as pessoas sem soar datado. Aquele foi o ponto principal. O disco refletia os anos 80, assim como Herbie’s Rockit. Isso significava teclados, sequenciamento, efeitos de dublagem, baterias eletrônicas e tonalidades que muitas vezes tinham o brilho e a nitidez da era Fairlight, algo que fica ainda mais evidente pelo som nítido desta reedição.

Data do Lançamento: 01/09/86.

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Miles Davis – kind Of Blue (1959)

No início dos anos 50, George Russell havia levantado a possibilidade de usar uma abordagem modal (ou seja, tocar numa certa escala variada em oposição a uma sequência fixa) como uma saída da camisa de força que restringia a improvisação. Miles, nessa época, era muito apegado ao hard bop, mas no álbum Milestones, de 1958, ele estava pronto para tentar a nova abordagem. E, Kind Of Blue foi o divisor de águas em sua carreira: não apenas mudou a maneira como as pessoas viam Miles, mas mudou a própria face da sua música. Consistentemente classificado não apenas como um dos maiores álbuns de jazz, mas como uma das maiores declarações musicais do século 20, seus 46 minutos de improvisação e sofisticação permanecem inigualáveis.

Data do lançamento: 17/08/59.

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Miles Davis – Miles In The Sky (1968)

Com apenas 4 faixas, mas quase uma hora de duração, Miles in The Sky é um álbum clássico do grande mestre Miles Davis. Trazendo toda a essência do jazz fusion Miles in The Sky foi produzido por Teo Macero e lançado em 1968. As gravações aconteceram no Columbia Studio B em Nova York onde Miles gravou ao lado dos músicos Wayne Shorter (tenor saxofonista), Herbie Hancock (pianista), Tony Williams (baterista) e Ron Carter (baixista). A música Paraphernalia ainda conta com participação especial do guitarrista George Benson. O nome do álbum é uma homenagem à Lucy In The Sky With Diamonds, clássico dos Beatles.

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Miles Davis – Sketches Of Spain (1960)

O disco funciona como se fosse uma apresentação, ele inicia com nada mais nada menos que ‘‘Concierto de Aranjuez”, logo nos primeiros segundos ouvimos castanholas juntas ao trompete clássico de Miles, é difícil explicar a sensação de ouvir esse álbum, nesta abertura faz parecer que o céu se abriu num fim de tarde de domingo nublado e algo vai sair de lá á qualquer momento para nos encontrar, algo muito grandioso, essa é a sensação que eu sinto toda vez que ouço essa abertura nos seus mais de 16 minutos. ”The Pan Piper” também é um ponto fortíssimo do disco, parece uma trilha sonora de filme clássico, um dos momentos mais climáticos que emenda rapidamente em “Saeta”, a minha favorita, o momento mais tenso do disco que te leva ao lugar mais profundo da sua alma.

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