Chuck Berry – Blues (1983)

Se é verdade que, “O Blues teve um filho e que ele se chama Rock N’ Roll”¹, então nenhum domingo será mais blues do que este (19/03/17). Ontem faleceu aquele que, por décadas, deu um brilho especial ao Rock’n’Roll. Nascido em 18/10/26 em St. Louis, no Missouri, Charles Edward Anderson Berry – Chuck Berry – como é popularmente conhecido, teve sua morte confirmada às 13h26 do dia de ontem (18/03/17). Um minuto de silêncio, por favor!

Chuck Berry cresceu no blues, tendo Muddy Waters como um herói em particular, então quando ele assinou com a Chess Records em meados dos anos 50, a gravadora imaginou que estavam contratando um artista de blues, mas seu estilo instigante de tocar guitarra e sua propensão para escrever músicas mais frenéticas deixavam de lado todos os clichês do blues. Sua música era inovadora, alegre e tinha o poder de fazer as pessoas balançarem o corpo. Era realmente empolgante e diferente, era algo que despertava nas pessoas uma vontade quase compulsiva de agitar e rolar. Era o Rock ‘N’ Roll, um estilo novo, feito sob medida para a rebeldia dos jovens da época. Mas antes dessa descoberta, Berry mostrou algumas de suas composições mais bluesísticas para o Chess (Dono da gravadora), vários dos quais estão presentes neste disco que é uma coletânea de blues digna dos seus maiores nomes.

É intrigante imaginar o que poderia ter acontecido se Berry tivesse se tornado um músico de Blues. Talvez não tivéssemos o rock ‘n’ roll. Mas, logicamente, se não tivesse sido pela mente inquieta de Berry , certamente alguém teria que inventá-lo. Os destaques incluem a poderosa Wee Wee Hours, uma versão chocante de Down the Road a Piece, de Don Raye, uma versão ousada para Things I Used To Do de Guitar Slim, o híbrido Driftin ‘Blues e uma versão acelerada para St. Louis Blues, de WC Handy. O trabalho de guitarra de Berry é revelador e seu tom é sempre refrescante e cheio de energia. Um grande disco de blues daquele que teve a ousadia de inventar o rock ‘n’ roll.

Data do lançamento: 12/08/03.

Referências:

¹ Frase atribuída à  Muddy Waters em 1977.